COMPARTILHAR EXPERIÊNCIAS

COMPARTILHAR EXPERIÊNCIAS

Para começarmos a falar sobre compartilhar experiências e encontrar soluções, precisamos falar de cada parte isoladamente, pois uma completa a outra. Mas cada assunto mostra diferentes partes do mesmo processo.

Compartilhar experiências aumenta as chances de mudarmos a nossa vida e também a vida das pessoas.

Quanto mais você compartilhar experiências e conhecimentos, mais conectada com as pessoas você ficará. Porque as oportunidades surgem também por meio das relações existentes entre nós, assim como as soluções.

Oferecer ou compartilhar experiências, melhora as relações e a interação entre as pessoas. Ou seja, ajuda-as a entender as vivências, as suas relações familiares, a maneira como reagem aos acontecimentos e seus anseios.

Começando pelo compartilhamento de experiência, somos humanos apenas porque esse processo acontece.

Nós aprendemos a ser humano, observando outros seres humanos. A partir disso, descobrimos as soluções dos nossos problemas.

Fase

À primeira vista, nós descobrimos o mundo pela boca, o que descreve a fase oral pensada por Freud. Isto é, quando somos bebês, o primeiro reflexo é levarmos tudo a boca, instintivamente. Ou seja, cabe aos nossos cuidadores, nessa fase nos orientar do que podemos e o que não podemos levar a ela.

Nessa fase acontecem os primeiros passos para a criança começar a viver suas próprias experiências. Mas, é necessário que elas sejam mais observadas de perto, porque é uma fase arriscada. Por exemplo, levar algo a boca pode ser danoso a criança.

Logo depois, na fase anal passamos a controlar nossos esfíncteres. Nessa fase ocorre o desenvolvimento que nos gera prazer (o prazer da autossuficiência para a criança). Já que os esfíncteres estão sendo controlados. Começamos a ser instruídos a como usar o banheiro, segurar as necessidades até que se faça possível libera-las.

Nessa fase a criança começa a se desprender da ideia de ser dependente e passa a entender ações simples como autossuficiência. 

Posteriormente, a fase fálica trata do descobrimento das genitálias e nela ocorre a ideia crua do que são e para que servem e o descobrimento do corpo e das genitálias. Serve para que as crianças identifiquem o que são, trazendo a ideia de descobrimento sobre si.

Claro que nessa fase, o descobrimento ainda não é completo e a identificação será menor comparada à de um adolescente, mas o processo inicia-se nela.

Assim, a partir da fase fálica, começam as dúvidas que precisam ser sanadas de maneira que traga uma ideia simples do que é a genitália. Sobretudo, sobre quais são as suas funções e suas utilidades. Mas, que também proteja a inocência da criança, pois ela deve viver essa fase sem que seja acelerada ou imposta, de modo saudável e apoiador.

Adolescência

Compartilhar experiências é multiplicar relações e da mesma forma propagar conhecimento.
Pois é através das relações, das informações adquiridas e compartilhadas que o raciocínio e os pensamentos se expandem.

Assim, quando crescemos e atingimos a adolescência, essas orientações dadas ao longo de nossas fases primárias, não param. Só se modificam.

Na fase da adolescência, temos um nível de consciência diferente e por muitas vezes não nos direcionaremos aos nossos pais para o entendimento de nosso momento, em outras palavras, esse apoio virá de outras pessoas.

Nessa fase, os adolescentes começam a desenvolver o comportamento de autorreflexão, juntamente com o raciocínio e a autorregulação. Levando sempre a uma maior consciência crítica sobre si mesmo e também sobre os outros. Ou seja, isso ocorre porque o seu nível de consciência e reflexão ficam maiores com o passar dos anos, devido a maturidade.

O nível de consciência aumenta, por causa da autorregulação emocional ser um processo que gerencia as emoções para desencorajar o exercício da atividade livre dos impulsos e construir respostas adequadas para as situações diversas que geram estresse, por exemplo: a ansiedade, ou então, quando é exigido dele uma tomada de decisão.

Por exemplo, ao compartilhar experiências, através do diálogo com os amigos de escola, ou primos de mesma idade, ou até mesmo com outras pessoas. Por vezes, a adolescência é uma fase conturbada, porque é nela que descobrimos que as problemáticas que a vida nos serve não vão parar. Só se modificarão a cada fase que estivermos. E o nosso caminho para a resolução consciente dos nossos problemas, se inicia.

Apoio

Antes de mais nada, é importantíssimo afirmar que o apoio também continua e não importa de que lado venha, assim como compartilhar experiências. Seja ele familiar, em vínculos de amizade, amores e por aí vai.

Em síntese, o compartilhamento de experiência, sempre vai existir e se modificar com o passar do tempo. Pois, no frigir dos ovos, quem realmente muda somos nós e a maneira como vemos e interpretamos o mundo e as pessoas com quem convivemos.

Certamente, em cada fase levamos aprendizados essências, que ao longo do caminho nos moldam e também nos apresentam lições para que essa mudança aconteça.

Pois, é natural do ser humano impor os problemas de sua própria existência. Ou seja, nós criamos os problemas simplesmente, porque acreditamos ser os “descobridores de respostas”. Mas, as respostas, no primeiro momento,
são só para nós mesmos, mas na realidade servem para todos como apoio e referência. Porque o ser humano não seria humano se não aprendesse humanidade com outro alguém.

O apoio que a psicoterapia nos dá, por meio da autossuperação nos fornece força que nos ajuda a sair da zona de conforto. Em outras palavras, ajuda criar situações que proporcionam a satisfação a nós mesmos e também aos outros. Ou seja, quanto maiores as necessidades ou o número de pessoas auxiliadas maior será a satisfação, diferente do prazer momentâneo ou evasão da realidade.

Psicoterapia

A psicoterapia age como um processo de apoio que ajuda cada paciente a se autossuperar.

Em conclusão, entenda que para que possamos resolver nossos problemas, não podemos evitar experiências. Viva-as!

Mas, é difícil, pois muitas vezes temos medos e receios de alguma situação. É normal termos medo e nos sentirmos mal em alguma situação.

Se acaso, for mantida a ideia na nossa cabeça que compartilhar experiências é uma saída saudável e que essa atitude ajuda no progresso e na solução dos nossos medos, inseguranças e problemáticas, por causa do nosso autoconhecimento, a psicoterapia passa a ser um auxílio para nós, ajudando-nos na leveza de entendimento.

Mas, não podemos ser hipócritas e dizer que tudo será leve. As dores fazem parte da vida, assim como o amor, a felicidade, mas existem coisas que serão difíceis de lidar.

Inegavelmente, a psicoterapia dá apoio não no tempo que queremos, mas com certeza da maneira que precisamos.

Dessa forma, podemos afirmar que a psicoterapia é um processo maravilhoso. Esse processo começa quando o indivíduo percebe que o tratamento psicoterapêutico promove mudanças importantes e pontuais na sua vida.

Cristı̊na Almeida

CRP: 06/49407

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Dra. Cristı̊na Almeida

CRP: 06/49407

Há mais de 30 anos atuo ativamente como psicóloga na área clínica, sou psicanalista, especialista em transtornos alimentares, coach e credenciada: