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Todos nós temos algum tipo de necessidade especial. Algumas recebem um diagnóstico tendo sua deficiência na forma mais explicita. Outros a tem de forma camuflada, como, por exemplo, os distúrbios psíquicos.
A diferença entre as pessoas sempre trouxe estranhamento ao ser humano.
A necessidade do inconsciente de se sentir pertencente ao nosso meio nos leva a criar certos padrões que são seguidos coletivamente, como se houvesse um “mesmo” universal.
Não é à toa que notamos padrões de comportamento repletos de preconceito contra pessoas que não se enquadram no que é dito “normal”.
Pessoas com algum tipo de deficiência física sempre tiveram de sofrer caladas os olhares penosos dos outros.
Como se suas limitações os fizessem menos humanos e merecedores de uma fobia velada por compaixão.
Felizmente podemos notar a mudança coletiva que visa a inclusão de Pessoas Com Deficiências – PCD´s nas comunidades.
As medidas de acessibilidade precisam crescer nos espaços públicos e privados dia após dia.
E a visão de limitação se esmaece cada vez mais para dar lugar a um olhar mais sensível às diversidades.
Sabe-se que é preciso que as pessoas com deficiência se incluam no mercado de trabalho.
Por exemplo: pessoas com deficiências que possuem uma limitação permanente, como: auditiva, física, intelectual e visual, necessitam conquistar o seu sustento da mesma forma que uma pessoa considerada “normal”.
As inseguranças, o medo do desconhecido e do que está por vir pode estar pior ou no mesmo nível do que uma pessoa que não tem esses tipos de deficiências.
Mas tudo depende do seu emocional. Da forma que ele se encontra.
Todas as pessoas precisam de uma oportunidade para trabalhar e contribuir com a sociedade.
As pessoas esperam que um dia seja crescente o número de vagas de emprego específicas para as suas expectativas ou funções.
A deficiência como um mero detalhe
As pessoas com deficiência trazem consigo uma ânsia feroz de uma oportunidade para viverem dignamente e ter um respiro aliviado de dignidade.
A oportunidade de empregos transforma a expectativa das pessoas com deficiência, que geralmente fica fadada a serviços sociais do governo como forma de auto sustento.
A possibilidade de gerar renda enquanto trabalha, por exemplo, em uma área de interesse faz com que a visão de si mesma mude.
Aumentando sua autoestima e, consequentemente, o sentimento de que pode contribuir com a sociedade.
Nos esportes, podemos nos deparar com os atletas paraolímpicos, que, em suas modalidades, demonstram toda a sua capacidade física e mental de superar obstáculos e saírem vencedores.
A forma de pensar das PCD´s dentro de um evento como as Olimpíadas é um avanço gigantesco para a sociedade como um todo.
Pois, traz a visibilidade merecida a estas pessoas que foram marginalizadas durante muito tempo.
Pessoas com deficiência ainda são seres humanos com seus próprios medos, angústias, desejos, sonhos e realizações.
Por isso, é importante que suas necessidades sejam atendidas, tanto quanto as de pessoas encaixadas dentro do padrão social.
Caso você tenha algum tipo de deficiência física ou emocional, saiba que é importante que você procure por um profissional de psicologia para conseguir viver melhor emocionalmente.
Sabemos a dificuldade e a angústia de viver sobre uma sombra preconceituosa, que nos impede de realizar nossos maiores sonhos e nos mostrar como realmente somos.
Portanto, sugiro que sigamos de mãos dadas, através de um olhar técnico, para que você não caia nas armadilhas da vida de forma aleatória.
Se cair, te seguramos para que você não se machuque tanto.
Cristı̊na Almeida
CRP: 06/49407