IDADE

IDADE

Novos ou velhos, somos humanos.

Sabemos que em alguns anos teremos muito mais pessoas idosas do que jovens andando pelas ruas.

A população idosa no planeta tem crescido a cada dia que passa por conta do aumento da expectativa de vida.

Enquanto isso, a taxa de natalidade de muitos países, inclusive o Brasil, vem caindo na mesma proporção.

A descoberta de novas vacinas, medicina avançada e tecnologia crescente é o que vem nos fazendo viver mais.

Em contraponto, as pessoas estão tendo menos filhos por conta da educação sexual que começa a chegar às escolas e periferias, cuidando de assuntos como o sexo seguro e contracepção.

Ainda assim, é fácil observar o preconceito existente contra pessoas idosas em nossa sociedade.

A sociedade tem a visão de que uma pessoa, assim que começa a aparentar os sinais da velhice, torna-se um ser inútil e usurpador dos bens produzidos pelos mais jovens.

Damos a isso o nome de Idadismo.

Idadismo

O idadismo, muitas vezes, é acionado no inconsciente como um preconceito baseado na idade que ocasiona diferentes formas de discriminação.

Essa forma de opressão emerge como problemática das relações entre a subjetividade e a velhice.

Temos um estereótipo muito bem formulado para descrever um idoso e a ideia de que não contribuem para com a sociedade:

a) a senhora de vestido florido, cabelos brancos, toma chá e se diverte jogando bingo;

b) ou o senhor de boina, apaixonado por futebol, que decide passar as tardes de terça-feira na fila da lotérica.

Um idoso não perde a sua personalidade somente porque envelheceu.

Ele pode ter se tornado mais sábio e experiente, e hoje suas preocupações podem ter se transformado em outras.

Mas, ele continua com a mesma essência de seus trinta e poucos anos, com seus gostos próprios, medos e vontades.

É preciso, como indivíduo e sociedade, valorizarmos as pessoas idosas como sujeitos inseridos em uma comunidade que contribuem para a mesma.

Em algum momento, todos podemos chegar a uma idade avançada, e vamos desejar sermos respeitados assim como éramos em nossa juventude.

Se não seguimos um padrão hoje, por que o faríamos quando ficarmos velhos?

O estigma da idade

A Organização Mundial da Saúde – OMS, integrou a palavra velhice como doença na revisão nº: 11 da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID-11); com o código MG2A. Sendo assim, todas as pessoas que tiverem a partir do dia 1º de janeiro de 2022, 60 (sessenta) anos de idade ou mais serão classificadas como doentes. Todavia, o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, considerando a Nota Técnica nº 7/2021 se posiciona contrariamente à decisão da OMS.

Em um mundo onde tudo é construído para agradar a população jovem, primeiramente, precisamos nos tornar conscientes de nossas atitudes e aprender a valorizar e respeitar todo o tipo de pessoa que podemos nos deparar.

Tornando, assim, nossa sociedade em um lugar mais inclusivo e acolhedor a quem mais necessita dela.

O ideal de boa envelhecência hoje está associado a ser ativo, jovial, saudável e bem disposto sempre.

É sabido que envelhecer faz parte da nossa natureza, porém essa ideia nem sempre é bem aceita.

Queremos envelhecer com saúde física e mental, porém essa máxima nem sempre é possível.

Nossa sociedade ainda recrimina os sinais da idade, sejam eles aparentes ou subjetivos.

Este preconceito é adoecedor e deve ser combatido.

Devemos envelhecer da nossa própria maneira, longe de estereótipos ou projeções dos outros, com o auxílio da comunidade que estamos inseridos.

Para que isso ocorra, é preciso investimentos subjetivos de toda a população de forma que a idade avançada passe a ser normatizada, de forma harmoniosa e respeitosa.

A saúde mental como protagonista

A saúde mental faz com que a nossa vida tenha mais sabor e prazer em ser desfrutada.

O benefício em investir no seu autoconhecimento é imprescindível para que você tenha uma mente saudável e colha os frutos da sanidade mental.

Muitos estudos apontam que muitas doenças físicas podem ter seus graus elevados se a pessoa estiver dentro de um quadro de depressão, por exemplo.

Contudo, é admirável considerar e valorizar todos os seus aprendizados que se transformaram em conhecimento muitas vezes genuínos.

A psicologia tem informações consideráveis e valorosas para você conhecer ao longo da sua jornada.

Sendo assim, viva cada vez mais com saúde.

Cristı̊na Almeida

CRP: 06/49407

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Dra. Cristı̊na Almeida

CRP: 06/49407

Há mais de 30 anos atuo ativamente como psicóloga na área clínica, sou psicanalista, especialista em transtornos alimentares, coach e credenciada: