PRAZERES DO ESTÔMAGO

PRAZERES DO ESTOMAGO

O ato de comer representa um impulso saudável dos seres humanos, pois, é através da comida que o nosso corpo recebe os nutrientes necessários para manter seu bom funcionamento, além de também proporcionar estímulos de prazer em nosso cérebro.

Não é à toa que comemos também quando não sentimos fome. Em suma, a vontade de ingerir determinados alimentos demonstra que o cérebro também precisa se alimentar.

Mas você já deve ter reparado que essa vontade de comer fora de hora raramente nos leva a escolher uma opção super saudável, não é mesmo?

Normalmente buscamos alimentos ricos em carboidratos, açúcares e gordura.

Isso se dá por conta da quantidade de “hormônios da felicidade”, como a serotonina e a dopamina.

Estes hormônios são liberados em nosso cérebro quando nosso sistema digestivo encontra esses nutrientes.

Por isso, não é à toa que nos jogamos no chocolate quando nos sentimos tristes ou carentes.

Os carboidratos também têm um papel fundamental, doando mais energia ao nosso corpo, como se estivéssemos trocando nossas baterias.

Não há problema nenhum em fazer uma boquinha quando sentimos que precisamos de determinado alimento para nos animar, trata-se de um ato totalmente comum o ser humano.

O problema está na frequência e na quantidade de alimentos “da felicidade” que ingerimos em nosso dia a dia, pois, se acontecer de forma exagerada, o simples ato de beliscar pode evoluir para uma compulsão alimentar.

A compulsão alimentar, dentro da psicologia, pode significar uma espécie de válvula de escape para o nosso inconsciente, como se estivéssemos comendo nossos problemas.

Muitas pessoas podem apelar para a comida quando se sentem deprimidas, ansiosas, estressadas, etc.

Trata-se de uma fome emocional. O estômago pode estar completamente satisfeito, mas a mente ainda pede mais.

Comida e culpa

Depois de ceder a urgência da mente, e não do estômago, por mais comida, a pessoa normalmente se encontra em um intenso estado de culpa.

A pessoa percebe que o prazer que o alimento trouxe foi apenas momentâneo, e volta a se sentir triste ou ansiosa, com a adição da culpa por ter comido demais.

Este sentimento não deve ser ignorado, pois ainda vivemos em uma sociedade que estabelece padrões de beleza inalcançáveis, e o corpo magro tornou-se uma lei.

Leia mais sobre imagem corporal aqui.

Por conta desta culpa imensa, pessoas com compulsão alimentar podem ter sua autoestima afetada e desenvolver outros transtornos alimentares quando percebem alguma mudança em seus corpos, como anorexia ou bulimia.

A culpa, a pressão e o sentimento de ansiedade e tristeza que insistem em aparecer não são fáceis de lidar.

Por isso, é preciso ficar atento aos sinais de adoecimento para poder tratá-los de forma correta e saudável.

Acompanhamento psicológico

O acompanhamento psicológico é indicado para tratar a fome da mente.

Da mesma forma que a procura de um especialista em nutrição pode ajudar a indicar alimentos que saciem cérebro e estômago de maneira mais saudável.

Uma mente em equilíbrio não mais necessitará recorrer às “comidas da felicidade” com tanta frequência.

A autoestima começa a ganhar forças quando a pessoa se enxerga bela e saudável, o que contribui para o reequilíbrio emocional da mesma.

Fique atento aos sinais e, se sentir que precisa de ajuda, não hesite.

Precisamos exercitar a normatização dos pedidos de socorro, pois ninguém precisa sofrer sozinho, e uma ajuda qualificada pode fazer toda a diferença em momentos de adoecimento.

Cristı̊na Almeida

CRP: 06/49407

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Dra. Cristı̊na Almeida

CRP: 06/49407

Há mais de 30 anos atuo ativamente como psicóloga na área clínica, sou psicanalista, especialista em transtornos alimentares, coach e credenciada: